segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Das Poesias...

As poesias que ficaram no tempo
Algumas perdidas talvez.
Mas todas que tinham teu sentimento
Nunca se perdeu ou se refez.

Pra quando minha alma cantar
Eu puder falar de amor apenas
Serás para sempre minha pequena
Com mais brilhos no meu olhar

Pra quando a alma sorrir
De uma alegria mais imensa que o sonho
Todas as poesias pra minha querida
Vão ser motivo de toda uma vida

Pra lua que estava lá quando te vi
Tenho a gratidão e a lembrança
De ser ela a testemunha de um beijo
Que deu amor e esperança

E se a vida fizer partida
Não mais só caminharemos
Somos um apenas na vida
De dois, um coração fizemos.

Ah, minha pequena,
Te amo como o sol à lua
Não brilho mais sem seus olhos
Nem quero minha vida sem a tua

E tudo que eu escreva
Como poesias ou poemas
Não poderão ser comparados
Aos sentimentos por ti, pequena!

                                                           Nepomuceno Alves

                                                           Santana do Livramento, 06-janeiro-2014

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

A Doce Inspiração

A doce inspiração que acompanhava meu coração
Numa relva de imaginação iludida
Como um sonho acordado na vida
Voou para o além de mim
Como uma borboleta em um jardim
Que faz das flores companhia
Das dores alegria
E das cores sinfonia

Aquela inspiração que me fazia criar mundos
Como um sonhador louco ou poeta insano
Voou para outro lugar no mundo
Para outras asas, ou outros amantes.
Tornou-se poesia na alma clara da noite
Para boêmios que sonham amadas
Procurando em faces claras
As escuras lembranças amarguradas

A inspiração como louca me abandonou
E me atirou numa escura nebulosa de açoites
Da vida que não perdoa quem vive de sonhos
E da poesia quase disse adeus
Quando não senti mais nos braços meus
A doce inspiração da minha alma
Sedenta de palavras e paixões
Saudosa das auroras e das palavras vãs

A poesia me fez viúvo
Como amante das entrelinhas
Me fez um capacho de suas amaldiçoadas linhas
Um vício que não cura a alma
Nem alimenta, uma ânsia de palavras,
Uma amargura, um tormento!
Assim sem poesia, sem as rimas da minha vida.
Vivi na escura e sombria luz de partida.

E busca ainda nas noites claras a inspiração
Que como meretriz de coração
Não mais me da a honra de poeta
Já que das poesias e rimas
Me fiz desconhecido como outrora
Que com medo pisava os caminhos de poeta
Como se na aurora vindoura
Colhesse as alegrias de amante
Como assim a poesia me prometera!

                                                           Nepomuceno Alves

                                                           27-dez-13

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

O Caminho

Eu fico imaginando esses olhares trocados,
Lindas paisagens de amores que não tem significados
Mas que tanto valem para um coração que sempre procura.
Onde vai parar essa busca louca pela sanidade?
Acaba sempre voltando ao inicio da loucura.

Caminhar como estrada sem fim
Pairar numa nuvem de mistério sobre o caminho
Vendo apenas o próximo passo pequenino
Aonde acaba essa estrada?
Vai ao paraíso ou ao nada?

E meus passos jovens continuaram...

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

E assim que abriram-se os olhos 
De um largo escurecer
Via-se luzes sem sombras
De um lindo amanhecer

E mesmo sem querer 
Quando tudo parecia novo
Aqueles passados tortos
Resolveram aparecer

Mas por sorte de manhazinha
Teve a geada serrada
Que impediu de ver o passado
E tudo de ruim que lembrava

Ah! Se a vida renasce
Da essência de ser vivida
Agora que o sonho acordou
Noutra aurora da vida

E anunciavam os pássaros
Que outra gente vinha
Lá das distâncias passadas
Vinha um casal de andorinha

Lembraram então os olhares
No horizonte distante
De outros caminhos largos
Dos tempos de quando andante

Mas a aurora passou
Como uma hora que passa
Pois das lembranças esqueceram
Como qualquer medo de ameaça

E a noite escura brilhava
Com a lua cheia do pampa
Era nova fase comprida
Nova história e estampa

E agora fecham os olhos
Noutra noite de luar
Vão embora segredos
Voltam os olhos novamente a se fechar.

Nepomuceno Alves
20 de setembro de 2013

sábado, 7 de setembro de 2013

Do Anseio Da Alma

Sabe quando o anseio da alma
Aquele fecundo desejo do amor
Se torna um vasto vazio
Sem cor, saudade, dores ou rancores?

Aquele passo de cada estrada
Onde se torna apenas a lembrança
Ou a mais escura passada
Por ser agora apenas saudade

Olhando os ventos nas nuvens
Pairo no céu como imagino
São apenas coisas volúveis
Que lá em cima cogitam

E da liberdade que me prende
E do silencio que me grita
Vejo o sol de um novo dia
E a mordida de uma serpente

Mesmo no poente, no entardecer.
Ou nas auroras do dia
Quando amanhece mais um desejo
E lábios de beijo.

Agora não tem mais sentido
Não há solidão, pois.
Agora nada é divertido
Apenas um grande depois.

                                                           Nepomuceno Alves

                                                           07-setembro-2013